Pois é, quem não se recorda de fazer colecções de cromos de futebol? Bem, pelo menos os rapazes, na minha adolescência, era um dos nossos grandes vícios. Como me recordo de às vezes nem comer, só para pode comprar mais carteirinhas. Como me recordo de andar na escola preparatória e um senhor ir à porta da escola, numa Renault 4L e, nos vender carteirinhas de colecções antigas a 1 escudo. Hoje ainda era acusado de qualquer tipo de assédio juvenil, mas não era o caso na época. O senhor não fazia mais, do que ir buscar restos de colecções antigas às editoras e assim, dava-nos oportunidade de comprar cromos mais baratos.
.
O mais curioso é que eu, e nao só eu, mas também alguns amigos, acabávamos por não colar os cromos nas cadernetas e os usar, exactamente para fazer grandes jogatanas e campeonatos. Mas que julgam - pelo menos eu - eram campeonatos à maneira. Um campozito que não era mais de que uma manta verde que a minha mãe coseu e eu depois fiz as linhas. Um contador de voltas da pista de automóveis, que servia muito bem para ser o marcador electrónico, umas balizas do Subbuteo e voilá! Tinha-se ali material o suficiente para grandes partidas.
.
A primeira colecção de que me recordo, foi a "Futebol 77 - A Grande Selecção" (imagem da direita no post) dada pela minha avó materna. Se bem me recordo, com essa ainda fiz 2 grandes campeonatos nacionais, onde Portimonense (imagine-se) e Sporting (pura coincidência eheh) foram campeões. Mais tarde, um amigo meu, que tinha o tio a trabalhar numa editora de cromos (a Mabilgráfica) arranjou-me a colecção "Esférico" (imagem da esquerda no post) e mesmo que dos 16 clubes, não tivesse 2 deles, com 14 equipas ainda fiz outro campeonato. Muitas outras recordações tenho, como com outro amigo meu, andarmos dentro do Taunus (antigo carro do meu avô paterno) a descolar, recortar, colar, dar segundas camadas nos cromos, para ficarem mais duros e darem para se jogar melhor, fazendo do veículo "semi-abandonado" um verdadeiro escritório.
.
Aí ainda juntámos a maioria do cromos da "O Jogo" (imagem ao centro do post) e mais outras colecções, como a "Equipa" e a "Norte Sul" para fazermos uma grande colecção personalizada. Como dá para ver na imagem do centro, os cromos dessa colecção não eram os melhores para jogar, pois era num formato de medalha. Mas como o centro, onde estava a fotografia do jogador era do tamanho exacto de uma moeda de 50 escudos, nada mais fácil do que os recortar e fazer cromos personalizados. O post já vai longo, mas ainda me lembro de fazer Campeonatos da Europa e do Mundo também, tendo como base a colecção do "México 86" da Manil, que na loja ao lado da escola, vendiam as carteirinhas a - e vejam só - 12 escudos e 50 centavos.
.
Velhos tempos! Hoje a miudagem - e tenho um em casa - quase mal nascem, já estão eles no Messenger, no Facebook e só querem é jogos online. Parecendo quase os meus pais há 20 anos atrás, agora sou eu que digo... no meu tempo não era assim! Mas ainda bem que por um lado não é assim, há que evoluir e ainda bem que as condições hoje, são muito melhores.
.
Por outro lado, não deixo de me sentir nostálgico e, de me recordar dos tempos em que - principalmente quando estava mau tempo - passava horas a fio no meu quarto, simplesmente a fazer grandes campeonatos com os meus cromos da bola...
.
Nota: Bem, depois de tudo isto, já perceberam porque tenho 2 blogues com tudo a haver com os cromos: O "Cromo dos Cromos" e o "Cromomania".
Depois de há umas semanas, ter falado no "Match Day", não podia deixar de referir aqui no Monk's, outro jogo de desporto, que fez as delícias de muitos quando apareceu o ZX Spectrum, falo do "Match Point".
.
Este foi um dos jogos popularizados pelo programa "Zig Zag", apresentado por Luís Pereira de Sousa, aos dominos à tarde na RTP. Se não estou em erro, até havia uma cassete que continha os 4 (?) jogos que jogavam no programa e, o "Match Point" era um deles.
.
Ainda me recordo que o meu primo era um craque neste jogo. Muitas tardes eu passei, em grandes torneios de ténis! Para actualidade, os gráficos são miseráveis - como todos os do Spectrum - mas na época, transportavamo-nos mesmo, até court principal do Wimbledon!
Qual Pro Evolution Soccer, qual FIFA, este sim, foi o primeiro grande vídeojogo de futebol!
.
Para quem está na casa dos 30, é impossível não se recordar do "Match Day"! Lançado pela Ocean Software em 1984, fez furor no ZX Spectrum, ganhando fãs por todo o Mundo. Os gráficos - comparados com os de hoje - não eram nada. Não podíamos mais do que mudar a cor do relvado, que por sua vez mudava os equipamentos. Os nomes das equipas - se queríamos - tínhamos de as alterar todas as vezes que se jogasse, enfim, definitivamente outros tempos.
.
De qualquer forma, os jogos, as grandes tardes de disputa, os torneios entre amigos eram levados ao rubro! Ah! E aquela músiquinha ao príncipio que a vós, vos poderá parecer irritante... é como música para os ouvidos, de quem jogou este jogo, vezes e vezes sem conta!
Durante uma certa altura, em princípios dos anos 80, a canal 2 da RTP, todos os dias - de segunda a sexta-feira - por volta da hora de jantar, transmitia um episódio de um super-herói. Num desses dias, passava o "Homem-Elástico", lembram-se?
.
O Homem-Elástico foi criado pelo escritor e desenhador Jack Cole, e apareceu pela primeira vez na revista de BD "Police Comics" em Agosto de 1941, nos EUA, chegando posteriormente à televisão.
.
Eram aventuras muito engraçadas, a deste super-herói, que facilmente mudava o seu corpo, sempre acompanhado da inseparável Penny e do eterno azarento "Bad Luck" Hula. Velhos tempos!
Para finalizar uma semana algo nostálgica, nada como recordar uma outra série. Desta vez, não uns desenhos animados, mas sim uma série mais juvenil.
.
Quem se lembra do "Guilherme Tell"? Esta série foi exibida entre 1987 e 1989, e contava as aventuras do lendário Guilherme Tell, intepretado por Will Lyman.
.
As histórias passam-se na Europa do século XIV. Guilherme Tell e o seu filho Matthew são prisioneiros do tirano Gessler, que como governante da Áustria tenta conter o avanço suíço, mas é impedido pela força e habilidade de seu antigo prisioneiro. Quem não se recorda, da mítica cena do filho de Guilherme Tell com a maçâ na cabeça?
Esta semana ando nostálgico, para variar não é? "Bana e Flapi" são uns desenhos animados que ligo directamente à minha infância.
.
Estes desenhos animados era um anime de 1979, produzido pela Nippon Animation. A série foi inspirada no livro "Bannertail: The Story of Grey Squirrel" de Ernest Thompson Seton, publicado em 1922. .
A série estreou em Portugal em 1980, tinha eu 5 anos e como me recordo bem, de chorar quando morreu o Avô Mocho.
.
PS - Uma curiosidade: reconhecem a voz de quem cantava o genérico? Pois é, era o Armando Gama.
Petzi era uma pequena cria de urso, sempre vestido com umas calças vermelhas com pintas brancas, Petzi viaja a bordo do seu barco Mary e vive as mais diversas aventuras com os seus amigos: Pingo (um pinguim), Riki (um pelicano) e Almirante (uma foca), entre outros.
.
Criado por um casal dinamarquês, as histórias foram traduzidas em várias línguas e no ano 2001, comemorou o seu 50º aniversário, celebrado inclusivamente na Dinamarca com um selo comemorativo.
.
Estas histórias perduraram na minha memória, e tenho inclusivamente um amigo, que deu o nome de Petzi à sua cadela.
O filme nem é nada do outro mundo. É daqueles que se vê bem e se revê uma data de tempo depois. Há tempos voltei a rever este "Pânico no Túnel" protagonizado por Sylvester Stallone, em que a acção decorre, num dos túneis nova-iorquinos que passa por baixo do Rio Hudson.
.
Hoje, lembrei-me de o colocar aqui, não pela sua grande qualidade, como referi anteriormente, mas sim, porque nunca mais me esqueci, de um amigo meu se referir a ele como o... "Panel no Túnico"!
.
Foi de partir a moca a rir, essa bácora! Memorável!
Quem não se lembra, do agente especial mais "engenhocas" da história da TV... "MacGyver"?
.
Fez grande sucesso entre finais dos anos 80 e inícios dos 90, estando no ar 7 temporadas. Protagonizado por Richard Dean Anderson, esta série de aventura que deixou saudades, passa agora novamente na nossa televisão.
.
De segunda a sexta-feira, não deixe de acompanhar, por volta das 21h30, "MacGyver" na RTP Memória.
Há dias numa papelaria aqui perto de casa, dei com a venda de livros do "Tex". Alguém se lenbra deles? Pensei que já nem sequer os fizessem.
.
Tex ou Tex Willer, é uma personagem de banda desenhada, que foi criado em 1948 e originalmente publicada em Itália. Tex é uma das personagens de westerns, com mais longevidade na história da BD. Terá tido maior saída em Portugal, talvez na década de 70, dessa forma para quem como eu, tem hoje 30 e poucos anos, terá chegado até nós, particularmente através dos nossos pais.
.
Não fazia ideia de que ainda eram vendidos (a não ser em leilões), muito menos que se mantinha a sua publicação. Mas pelos vistos, em 2005 até foi lançado com o Correio da Manhã, uma edição inteiramente produzida em Portugal.
Há tempos a rever uma série, da qual já aqui falei, estavam a jogar este jogo. Quem não se recorda de "O Sabichão"?
.
Não era mais que um jogo de cultura geral. Dum lado tínhamos as perguntas, do outro as respostas. Colocava-se o boneco do sabichão a apontar para a pergunta e depois colocava-se o boneco sobre um espelho e ele apontava para as respostas. Lembro-me muito bem, de em casa da minha Avó materna, o meu Tio lá ter este jogo, já na altura antigo e passar horas de volta daquilo.
.
Hoje, continuo é sem saber, como é que o raio do boneco sabia sempre as respostas certas!
Em Janeiro de 1985, 45 dos maiores nomes da música norte-americana gravaram o LP "We Are the World", para angariação de fundos para o combate da fome em África. O single, LP e o clip renderam cerca de 55 milhões de dólares. Formaram o grupo USA for Africa.
. Inspirado pela reunião que ficou conhecida como Band Aid, Michael Jackson organizou a gravação do single We Are the World, escrito com o companheiro Lionel Richie. O single foi lançado em 1985 para angariar fundos para a campanha USA for Africa, em benefício de milhares de famílias africanas. We Are the World apresentava 44 vocalistas diferentes, incluindo Michael e Lionel, Harry Belafonte, Cyndi Lauper, Diana Ross, Tina Turner, Kenny Rogers, Bruce Springsteen, Ray Charles e Stevie Wonder, entre muitos outros e foi produzido por Quincy Jones.
.
A venda atingiu 7 milhões de cópias só nos Estados Unidos, tornando-se um dos singles mais vendidos de todos os tempos. Quem não se lembra desta mítica campanha?
Lembram-se do "Zé Gato"? Foi uma série produzida para RTP em 1978 e exibida entre 1979 e 1980, que tinha como principal personagem "Zé Gato", um polícia (supostamente da Judiciária), representado por Orlando Duarte.
Esta era uma série que se caracterizava, não por uma muito primorosa atenção ao detalhe, mas por uma história rica e realista. Também foi, para altura, um bom ensaio para fazer uma série policial com conteúdo credível com o parco orçamento disponivel.
Uma curiosidade: Sabiam que o atropelamento que figura no genérico (e que podem ver no vídeo em baixo linkado) acabou mesmo por partir a perna a Orlando Duarte? Pois é, o acidente acabou por acontecer e como era preciso desenrascar, acabaram por fazer uma cena em que Zé Gato levava um tiro, continuando o actor a representar de muletas. Outros tempos!
Na passada sexta-feira relembrei o Serafim Saudade, agora volto a destacar Herman José.
.
No Verão de 2007, já tinha dado espaço aqui no Monk's Cafe, a um post sobre o "O Tal Canal". Aquele que foi considerado um dos melhores programas da televisão portuguesa de todos os tempos, está desde finais do ano passado à venda em DVD, vinte cinco anos depois de ter sido exibido na RTP.
.
Este "pack" dividido em 4 DVD's, contém as 12 emissões do "O Tal Canal" (cada episódio com cerca de 50 minutos) e ainda a oportunidade de ver, uma entrevista com Herman José e um capítulo denominado "Inconsequências do Tal Canal", perfazendo cerca de mais de 13 horas de pura comédia!
.
Aconselho a todos aqueles, que são fãs do "Herman de outros tempos"!